sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Duas perdas



Existem coisas que ficam em nossa cabeça.
Sejam boas ou ruins, elas nos marcam.
Existem coisas que ficam na cabeça de todo mundo. Fazem parte de um imaginário popular.

Uma dessas figuras é o Pedro de Lara, que faleceu ontem.
Bem, desde que me conheço por gente ele já era velho e rabugento também.
Não sei porque, mas ele fazia sucesso. Todos comentavam, falavam bem ou mal, mas falavam dessa figura bizarra.
O que seria do Programa de Calouros sem ele. Ia ser uma chatice, só com Wagner Montes e Sônia Lima.
Bem, isso não vem ao caso.
O que importa é que ele faz parte de nossas memórias, querendo ou não.
O que seriam dos bêbados e fanfarões se não cantassem nas madrugadas "Pedro de Lara, lá laialara lara, laiaralá, lairará, lalaiá, ...".
Sempre tem alguém que puxa isso em festas, choppadas, churrascos e todos vão atrás. Inesquecível...
Sem contar nas imitações. Eu mesmo já fiz muitas. (Lembra disso, Karla Rubia?)
Bem, para ele agora canterei sempre em sua memória.

No mesmo dia, caro leitor, tive outra perda inestimável.
Ou seja, ontem foi um dia difícil.

Para quem me conhece sabe que tenho um objeto de estimação: meu celular (DDD 22 ainda).
Pra quem não me conhece, só para ter uma noção, minha mãe outro dia me disse: "Meu filho, vou comprar outro celular porque com esse você pode pegar uma micose".
Bem, meu companheiro não liga mais. Tem que ficar sempre carregando. Ou seja, vai virar um telefone sem fio.
Sou apegado a ele mesmo. O danado me acompanhou em várias fases da minha vida.
Já o perdi numa choppada e a tia que cata latinhas me devolveu.
Ele já caiu da varanda lá de casa.
O "caveirão", como é carinhosamente chamado, me acompanhava ativamente até nas viagens.
Tomou banho de mar em Rio das Ostras.
Ficou à milanesa nas areias de Cabo Frio.
Passeou pelas águas do Rio Negro em Manaus.
Pois, é. Não sei como será a vida sem ele agora.
Mas como sempre disse, irei colocá-lo em uma moldura e guardar com carinho.
Mais tarde irei tentar ressucitá-lo. Caso consiga aviso para vocês.
Caso contrário colocarei uma foto dele aqui. Uma homenagem póstuma.

É vida que segue!

3 comentários:

karla disse...

querido, vc precisava mesmo aposentar o caveirão... é verdade? assim como o Pedro de Lara, ele vai ficar nas nossas memórias, mas as pessoas têm q descansar um dia, as coisas vão perdendo sua utilidade. A vida é finita para tudo e todos... Console-se! Coloque-o em uma moldura q ele terá ganho um fim bacana... bjo

Isabela disse...

Vou sentir saudades do caveirao e das chamadas a cobrar q eu recebia constantemente dele... agora nem tanto neh?!
Lembro q no carnaval vc com sua garrafinha de agua começava a ficar nervoso no meio da multidao, pegava caveirao na mao e se sentia mais seguro...
O caveirao merece um lugar especial na sua parede!!!!

Sueños Incontestables disse...

caveirão morreu amigo??

meus pesâmes
hehheehehe

saudades