terça-feira, 16 de outubro de 2007

É frevo, é frevo, é frevo!


Quando você pensa nos grandes compositores da Mangueira qual é o primeiro nome que vem a sua cabeça?

Bem, na minha grande caixa craniana aparece logo o grande mestre Cartola.
Logo, nas comemorações dos 100 anos de um ídolo da escola imaginei que o enredo seria uma bonita e justa homenagem. Mas não, a escola resolveu homenagear os cem anos do frevo. É isso mesmo, aquele ritmo lá do Recife. Esquisito, né?!

Não. Fica fácil entender se você coloca aí três milhões de patrocínio do governo do estado nordestino. É isso que virou o carnaval carioca.

Por essas e outras, fui meio cabreiro para a escolha do samba da Mangueira no último sábado. Tava meio puto, mas animado porque levamos uma galera. Chegando ao reduto do samba, encontramos boa parte dos cidadãos cariocas espremidos, suados e amassados dentro da quadra.
Pensei em desistir depois que vi a crise de pânico de uma senhora que procurava sair do tumulto de qualquer jeito, mas como bom guerreiro resisti.

Ainda bem. Encontramos um lugar e logo, logo a bateria contagiou a galera e curtimos um belo espetáculo. Tirando a Preta Gil, que ainda não sei como foi virar rainha dos ritmistas. Na boa, tenho certeza que nenhum deles acha ela gostosa. E pra serve uma rainha de bateria? Unicamente pra ser gostosa e povoar a mente de quem toca. Bem, mas isso é uma outra discussão.

Com Ivo Meirelles à frente, a bateria deu um verdadeiro show. Aí começou a escolha dos enredos. Logo o primeiro foi o do chefe do morro. Todos já sabiam que ia ganhar. Na entrada um trio elétrico tocava a música sem parar, teve queima de fogos quando eles entraram, chuva de papel picado, bolas, efeitos especiais ... um alto investimento e tinha que ter retorno. E quem iria desafiar o chefe do morro. Eu não.

Mas tenho que dar o braço a torcer, era a melhor composição e ganhou justamente.

Mas o melhor ainda estava por vir. Lá por volta das 5 da manhã os mangueirenses resolveram misturar samba com frevo. Bateria com os metais. E num é que ficou foda.
Foi de arrepiar ouvir as músicas. E pra terminar, o hino nacional. Muito bom.

Às 7h da manhã ainda estava lá, quando a bateria tomou a rua e todos foram pro Buraco quente. Mas aí já era demais. Fui embora, empolgado, mas puto porque faltou Cartola.

P.S.: tirei muitas fotos, mas perdi o cabo usb da máquina. Juro que posto aqui quando baixar.

Um comentário:

Isabela disse...

Gente ele nao para... tah em todas... hhahahhahahahah

To com saudades!