sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Festa de Elite


Sábado, 16h30.
Caralho, cinco horas eu tenho que buscar meu pai em casa, ir com ele na missa do meu avô e depois na casa da minha vó. Combinei a concetração da festa para 22h e nem sei com que fantasia eu vou. Pior, as lojas estão fechando.

Foi mais ou menos nessa hora que me deu um estalo na cabeça (fez um grande barulho sim, devido às proporções do meu crânio):

- Vou de Capitão Nascimento. A mulecada pode ir de Tropa de Elite. Vai ser o maior sucesso.

Bem, foi o maior sucesso se você considerar que 75% da festa estava vestida de farda preta.

Não fiquei chateado. Longe de mim ficar puto porque alguém tá com a mesma roupa. Pô, mas a mesma fantasia? Aí perde a graça.

Metade das brincadeiras que estávamos fazendo todos os outros faziam.
Pior, como a nossa roupa foi feita na hora o que deu pra improvisar foi calça jeans escuras, touca preta e uma blusa preta pintada a dedo horas antes. Vale lembrar, que um amigo meu tava mais pra pintor de obra do que pra Bope. Alguém teve a grande idéia de secar a blusa sacudindo e foi tinta pra tudo quanto é lado. Ficou todo manchado. Ou pode-se dizer que estava um Dalmata.

Chegamos na festa arrasando, gritando nosso hino: "Tropa de Elite osso duro de roer, pega um pega geral também vai pegar você".
Nós poderosos, com três armas de plástico coloridas e cheias de cachaça, uma granada de plástico que ninguém reconhecia e uma faca de plástico que tivemos que esconder pra não sermos barrados.

Bem, alegria de pobre dura pouco. Chegando na festa do Bope, pode-se assim dizer, vimos que o pessoal caprichou nas fantasias. Colete a prova de balas, bazucas, metralhadoras, boinas, caveiras, botas, etc ... Estava me sentindo o aspira 33, aquele que desiste no primeiro teste.

E foi difícil resistir aos testes da festa. O lugar super lotado e tinha como atração principal: Tati, a quebra barraco. Num vale nem a pena comentar o final de festa.

Quer dizer, vale sim.
Saindo às 6 da matina com sol na cara (é ... resisti bravamente. Honro a farda preta), percebi que arrombaram o carro da frente. Coração disparou e logo reparei que tinha esquecido o porta-malas aberto. Adrenalina no corpo. Abrio o carro ... intacto!
Acho que pelo menos os ladrões se impressionaram com a nossa roupa e gritos.

(Que nada, é só onda minha ... Aquela explicação que você dá pra levantar a moral da noite. É que o carro é um Uno velho e dentro dele só tinha uns livros de comunicação. Que ladrão ia querer isso? Sorte a minha que eles não gostam de ler.)

Isso sim foi uma festa de elite.


P.S.: Tinha me prometido que não iria falar sobre o filme "Tropa de Elite" no blog. Afinal, aqui o espaço é caro. Mas sério, a mídia tá enchendo a bola demais. Causou-se um estardalhaço por causa disso. Contudo, tenho que dar o braço a torcer: o filme é bom, gostei muito. E vamos combinar, o cinema além de entretenimento é espaço de debate e nesses poucos meses o filme gerou discussão sobre pirataria, ética, violência, corrupção na polícia, maconha e filhinhos de papai, entre várias outras. Pelo menos tem feito seu papel social. Vale bater palmas. Valia a indicação ao Oscar.
P.S.2: Tenho que admitir: vi a cópia pirata

Um comentário:

Fernanda Caetano disse...

TROPA DE ELITE É DEMAIS !!!!!!!!! HEHEHE
só vc amigoooo...
to doida p ver o filme..

saudades
bjinhos