quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Uma resposta

Tinha mais uma dúvida.

Como os camelos fazem sexo?

Bem, para essa já achei a resposta.

Vou ter que mostrar pros meus amigos do bar.

Ficou curioso? Então que tal dar uma espiadinha?






Perguntas que não querem calar

Depois de um longo e tenebroso inverno, eis-me aqui novamente.
Tava sumido, recuperando energia, afinal, não tenho mais o pique de antigamente.

Após o porre fiquei pensando em algumas coisas (e olha que de ressaca não gosto de pensar muito). A dúvida é a seguinte: por que quando estamos bêbados sempre fazemos perguntas que não têm respostas ou levantamos questões que acabam em um verdadeiro quebra-pau?

Não sei. Acho que é institivo porque são questões que vêm do fundo do nosso ser e que não pensaríamos nelas em estado normal, ou seja, sóbrios.

Também traçamos algumas teorias. Tenho amigos que possuem umas bem bizarras e nos bares sempre resolvem catequisar a mente dos outros bêbados ao redor. Um exemplo claro disso é uma grande amiga (meio retardada devo dizer) que quando está com o grau etílico alterado resolve explicar o que o Bozo fazia com o telefone vermelho nos intervalos do programa e quando a tv saia do ar. Talvez seja um trauma da sua infância.

Pensando nisso resolvi listar algumas perguntas que não tiveram respostas e se tiveram eu não me contentei com elas. Se alguém tiver uma pista, por favor, me ajudem. Deixarão mais aliviados os corações dos pobres embriagados na mesa dos botecos.

- As celas dos presídios têm tomadas? Como será que os presos recarregam o celular?

- O que aconteceu o o Jordy? (Aquele bebê que cantava uma música irritante e sem sentido "oe dedê, diu diu oi dedê"). Será que virou cantor? Está no hospício? Tá pobre? Viciado? Toda especulação é pouca.

- E a menina que interpretava a Punky Brewster, a levada da breca? Uns dizem que morreu outros dizem que enlouqueceu e fugiu com o cachorro Pinky e o fotógrafo Arthur Bicudo. Sei lá. Alguém sabe seu paradeiro?

- Por que eu preciso achar a porcaria do x na equação?

- Se toda regra tem exceção, e isso é uma regra. Qual é a sua exceção?

- Mistério maior é se o pessoal do desenho "Caverna do Dragão" voltou pra casa. Neste caso, teoria é o que não falta. Até o coitado mestre dos magos entrou na história e virou o grande vilão.

- Outra pergunta que não quer calar. Aonde foi parar o pessoal da banda New Kids on the Block? Continuam cantando? Bem, se continuam devem ser sucesso em clínicas geriátricas.

- Seguindo com a série cadê você, pergunto: como andam Maria Joaquina e Cirilo?

- Outra instigante: quem foi Murphy, o maldito que inventou essa porra dessa lei.

- Existe mesmo uma passagem secreta entre o Mercês e o Anchieta? (Colégios de padres e freiras vizinhos em Friburgo?)

-Por que o Pateta usa roupa e o Pluto não?

- O que o Bambam fez com a Maria Eugênia? Aquela boneca que ele venerava no BBB? Ninguém nunca mais ouviu ele falar dela?

- Alguém já viu um chester de verdade?

- E a última, e não menos importante: Seu Madruga era alcoólatra e morreu de cirrose ou isso é mito? Para o público bêbado dos botecos que freqüento, essa pergunta é importante.

Bem, espero que alguém possa me responder. Deixem seus comentários
E por favor, se respoderem alguma dúvida lancem outras, porque senão ficarei sem assuntos na mesa do bar.

domingo, 23 de setembro de 2007

POR MOTIVOS DE RESSACA O BLOG NÃO SERÁ ATUALIZADO.

DESCULPE, ESPERO QUE VOCÊS ENTENDAM.

ESTAMOS TRABALHANDO PARA MELHOR SERVI-LOS!

sábado, 22 de setembro de 2007

Alguém sabe os números da mega-sena?


Há poucos dias reclamava no blog da falta de opções culturais em Nova Friburgo.
Ao contrário de lá, aqui no Rio não posso reclamar.
Começou no dia 20 o Festival do Rio 2007.
São cerca de 400 filmes, espalhados em 30 salas de cinema, em 17 bairros do Rio.
Entre eles o novo de David Lynch, de Quetin Tarantino, do Ang Lee, do Gus Van Sant, além do falado "Tropa de Elite" (tenho que confessar que já vi, mas queria ver na telona e com som maneiro).

Sempre fico empolgado quando começa a maratona cinematográfica. Peguei o encarte e comecei a marcar os que gostaria de ver. Ao total 46.
Pensei, olhei meu extrato e resolvi fazer uma nova seleção.
Depois disso sobraram "apenas" 22.
Meu extrato bancário continuava me olhando ... aí resolvi pensar logicamente e tirar alguns filmes que só passariam na Barra da Tijuca ou os que as sessões eram muito tarde.
Sobraram 15. Fiquei contente, mas momentaneamente. Logo soube que alguns desses 15 filmes sortudos já estavam com os ingressos esgotados. É foda ter o mesmo gosto que a massa, mas fazer o quê?

Mas ele não tinha muito o que comemorar.
Não sei porque, mas este ano a Bienal e o Festival ficaram juntinhos e logo no final do mês.
Já viram a desgraça.
Aquele papel amarelinho que sai da caixa do banco? Ah! Esse, nem comento...

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

O lado B de Verissimo

Já que o papo é cultura, vou postar aqui uma entrevista que fiz outro dia com Luiz Fernando Verissimo. A matéria foi publicada no jornal SESC Brasil deste mês.




Não estranhe se um dia esbarrar com o autor do seu livro preferido tocando em um bar. Conhecido pelo grande público como escritor, Luis Fernando Verissimo também é músico e deu um show de ritmo no SESC de Campos, no Rio de Janeiro. No palco do festival "Jazz, Blues & Imagem", ele apresentou um pouco de seu talento como saxofonista. Pelo visto, foi aprovado pelo público, que lotou a Praça da Bandeira, no dia 2 de agosto. O autor mostrou que também sabe se expressar por meio das notas musicais. Mas quem não estava acostumado com esta faceta musical do Verissimo também pôde conferir um bate-papo no Palácio da Cultura. Em entrevista ao jornal SESC Brasil, ele falou um pouco sobre a música, sua apresentação no SESC e, claro, literatura.

Jornalista, publicitário, cronista, tradutor, humorista, cartunista e torcedor do colorado. Além dessas funções, você ainda tem tempo para uma paixão antiga: a música. Quando a música passou a fazer parte da sua vida? O hobby chega a ser um exercício diário?

Luis Fernando Verissimo: Eu gostava muito de música desde garoto e lá pelos 13 ou 14 comecei a ouvir mais jazz. Quando fomos para os Estados Unidos em 1953 decidi que, já que estava indo para a terra do jazz, aprenderia a tocar um instrumento. Queria tocar trompete como o meu ídolo na época, Louis Armstrong, mas não tinham um trompete para emprestar no curso que procurei, tinham um sax. Foi o sax mesmo. Nunca cheguei a me aprofundar na música ou na técnica do instrumento, só queria poder brincar de jazzista, que é o que faço até hoje. Deveria ser um exercício diário, já que para instrumento de sopro é importante manter a embocadura, mas não consigo treinar como seria ideal. Quanto ao tempo, acho que para o que dá prazer a gente sempre encontra tempo.

No festival do SESC Campos você se apresentou com o grupo Jazz 6. Em 1959, você tocava com o conjunto Renato e seu sexteto, segundo você o maior sexteto do mundo. De lá para cá por onde você passou, e quais são suas principais influências?

LFV: O conjunto se chamava Renato e seu Sexteto. Quando estreou já tinha onze figuras, mas o nome ficou. Era, portanto, o maior sexteto do mundo. Agora o Jazz 6 perdeu um dos seus figurantes mas também não mudou de nome. Podemos nos apresentar como o menor sexteto do mundo. Toquei no conjunto do Renato em 1961, seu primeiro ano. Depois fui morar no Rio, e o conjunto cresceu e se tornou um dos melhores do estado. Passei uns 15 anos sem tocar, até que o Renato decidiu reunir a velha turma, só por farra. Mas como muitas pessoas tinham saudade da música daquela época, o resultado é que o conjunto do Renato voltou a tocar em bailes e teve uma segunda vida. Bem mais tarde, o contrabaixista Jorge Gerhardt, com quem eu tinha tocado na banda do Renato, reuniu alguns músicos com gosto comum pelo jazz para uma apresentação num bar de Porto Alegre e me convidou. Foi o começo do Jazz 6. Que já dura 12 anos.

Para você, o que é mais fácil e o que é mais prazeroso, se expressar por meio das palavras ou das notas musicais?

LFV: Se eu pudesse escolher, eu preferiria ser músico. Está um pouco tarde para me dedicar seriamente à música. Nem eu teria mais fôlego. Mas o que me dá mais prazer é a música.
Qual a sua relação com o SESC?

LFV: Fizemos esta apresentação em Campos que foi boa, acho que o público gostou. Nós certamente gostamos de estar lá. Já tínhamos nos apresentado no SESC São Paulo. Conheço alguns projetos, como o BiblioSESC e o Prêmio de Literatura.

Por falar em literatura, em 2003, você foi apontado como um dos escritores que mais vendem livros no Brasil. Como você enxerga o mercado, atualmente?

LFV: É claro que o mercado literário é limitado. Não só são poucos os que podem comprar livros como muitos entre os que podem não querem. Como disse o Mário Quintana, o pior analfabeto é o que sabe ler e não lê. Eu não posso me queixar, meus livros vendem acima da média, mas eu não poderia viver apenas da literatura. Poucos podem, no Brasil.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Rio de páginas abertas


antes tarde do que nunca ...


Foi dada a largada

No último dia 13 começou mais uma Bienal do Livro e é preciso ter fôlego e dinheiro, principalmente dinheiro, para aproveitar a feira.
São dois milhões de livros, 950 expositores, 133 sessões literárias, 326 autores, 600 mil visitantes. Tudo isso em 55 mil metros quadrados.
Esses são os surpreendentes números do mundo das letras.
Tá faltando um, o de quilômetros que separam o Riocentro do restante do Rio. Mas esse nem vou colocar para não desanimar a galera.

Logo no primeiro dia rompi essa distância e encarei uma aventura até o Recreio.
Sim aventura. Não sei se vocês perceberam, mas comecei o texto com "foi dada a largada".
No meu caso foi realmente isso que aconteceu, já que fui cobrir a abertura da Bienal de moto, na garupa de um fotógrafo louco aqui do trabalho.
Consegui chegar vivo. Um pouco pálido, mas respirando.

Depois de todo o lenga-lenga da cerimônia de abertura, abriram-se as portas de todos os pavilhões e minha desgraça estava feita.
Não sei quanto a vocês, meus raros leitores, mas eu adoro comprar livros e tenho uma penca no meu armário esperando minha atenção.
Mesmo sabendo disso ... a mão coça e não consigo me controlar.

Que venham então Pedro Juan Gutierrez, Bukowski, Rubem Fonseca, Saramago, Gael García Bernal, Hemingway, Pessoa, Adriana Falcão, entre vários outros.

Mas fui salvo pelo gongo.
Ligaram e tive que voltar correndo para o tronco, quer dizer, trabalho e não pude comprar nada.
Entretanto, não vou me privar deste prazer e voltarei lá.
Para isso usarei uma estratégia:
1) Deixar o cartão em casa
2) Deixar o cheque em casa
3) Levar pouco e calculado dinheiro em espécie
4) Levar a companhia de um amigo pobre, assim não tenho como pedir dinheiro emprestado
5) Levar o extrato do banco. Para ver se me conformo do meu estado constante de pobreza.
Não sei se dará certo. Se der aviso para vocês.
Se não der terei mais um penca de livros espalhados pela casa.
Não sei se isso é bom ou ruim.


Bem, aceito sugestões de livros, dicas de estandes legais e baratos.
Fora isso, desejo a todos que forem uma boa viagem.

domingo, 16 de setembro de 2007

Cultura não sobe a serra?


Quando era criança sempre me perguntava:
"Tostines é fresquinho porque vende mais? Ou vende mais porque é fresquinho?"
Não achei a solução até hoje.
Também não achei a solução pra cultura em Friburgo, minha terrinha.

Pode parecer loucura, mas como bom friburguense fora de sua cidade sempre acesso o A voz da Serra online para saber das últimas e quentes novidades.
Sempre critiquei esse jornal (se é que pode ser chamado de jornal), mas é por meio dele que me mantenho informado (destino cruel).

Bem, voltando ao assunto ...
Fiquei sabendo de uma peça no Centro de Artes sobre Fernando Pessoa, poeta que está na lista dos meus favoritos. Sábado e domingo, baratinho. Resolvi ir lá conferir.

Minha primeira missão foi achar uma vítima para me acompanhar. Isso foi fácil depois de alguns telefonemas para minha prima. (Coitada, sempre a meto em furadas)
Mas não era furada, era um programa legal.

Chegamos lá!
Um pouco atrasados. Trantando-se de Teatro, pensei que nem íamos entrar.
Mas tratando-se de Friburgo tudo pode acontecer.
Entramos e para minha supresa, além de nós só mais quatro senhoras lá na primeira fileira. (Primeiro pensei que eram da família, mas depois vi que deviam ser de algum grupo da terceira idade)

Demorou algum tempo para a peça começar.
Estavam esperando o público chegar ... lamentável.
Logo comentei com minha prima:
"Depois o pessoal de Friburgo reclama que não tem nada de bom na cidade. Mas quando tem ninguém prestigia"
Talvez por isso o teatro estivesse tão mal cuidado. Paredes sujas, pipocas no chão, poltronas barulhentas, acústica péssima (entre um poema e outro pude escutar um carro de som passando na rua).

Acho que vendo que ninguém ia aparecer mesmo, resolveram começar.
E não é que chegou mais gente depois. Dois casais.
E não é também que abriram a porta no meio do espetáculo para eles entrarem.
(Avisei que se tratando de Friburgo vale tudo).
A peça foi legal. Não era uma obra-prima, mas para quem ia ficar em casa fazendo nada foi ótimo. Do texto (genial Pessoa) ninguém podia reclamar. A idéia era legal, retratar os três heterônimos do poeta, mas o ator era meia-boca. Concluindo: um espetáculo razoável que vale a atenção.

Aí me pergunto:
O teatro e as opções culturais de Friburgo são ruins porque ninguém vai?
Ou ninguém vai porque são ruins?
Ainda não achei a solução também.
Só creio que, como diria Pessoa, "tudo vale a pena se a alma não é pequena"