sábado, 15 de setembro de 2007

Ressuscitou!

Não foi ao terceiro dia, mas ao segundo.
Os ares da serra fizeram bem ao caveirão e ele voltou ao normal.
EU JÁ SABIA!
Meu companheiro anda meio temperamental, liga quando quer, delisga ao seu prazer e as vezes não toca, mas ainda funciona.
Isso é o que importa.

Bem, como eu tenho "Lerdox" aqui em Friburgo, estou me estressando para postar, mas aguardem. Vem novidade por aí.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Duas perdas



Existem coisas que ficam em nossa cabeça.
Sejam boas ou ruins, elas nos marcam.
Existem coisas que ficam na cabeça de todo mundo. Fazem parte de um imaginário popular.

Uma dessas figuras é o Pedro de Lara, que faleceu ontem.
Bem, desde que me conheço por gente ele já era velho e rabugento também.
Não sei porque, mas ele fazia sucesso. Todos comentavam, falavam bem ou mal, mas falavam dessa figura bizarra.
O que seria do Programa de Calouros sem ele. Ia ser uma chatice, só com Wagner Montes e Sônia Lima.
Bem, isso não vem ao caso.
O que importa é que ele faz parte de nossas memórias, querendo ou não.
O que seriam dos bêbados e fanfarões se não cantassem nas madrugadas "Pedro de Lara, lá laialara lara, laiaralá, lairará, lalaiá, ...".
Sempre tem alguém que puxa isso em festas, choppadas, churrascos e todos vão atrás. Inesquecível...
Sem contar nas imitações. Eu mesmo já fiz muitas. (Lembra disso, Karla Rubia?)
Bem, para ele agora canterei sempre em sua memória.

No mesmo dia, caro leitor, tive outra perda inestimável.
Ou seja, ontem foi um dia difícil.

Para quem me conhece sabe que tenho um objeto de estimação: meu celular (DDD 22 ainda).
Pra quem não me conhece, só para ter uma noção, minha mãe outro dia me disse: "Meu filho, vou comprar outro celular porque com esse você pode pegar uma micose".
Bem, meu companheiro não liga mais. Tem que ficar sempre carregando. Ou seja, vai virar um telefone sem fio.
Sou apegado a ele mesmo. O danado me acompanhou em várias fases da minha vida.
Já o perdi numa choppada e a tia que cata latinhas me devolveu.
Ele já caiu da varanda lá de casa.
O "caveirão", como é carinhosamente chamado, me acompanhava ativamente até nas viagens.
Tomou banho de mar em Rio das Ostras.
Ficou à milanesa nas areias de Cabo Frio.
Passeou pelas águas do Rio Negro em Manaus.
Pois, é. Não sei como será a vida sem ele agora.
Mas como sempre disse, irei colocá-lo em uma moldura e guardar com carinho.
Mais tarde irei tentar ressucitá-lo. Caso consiga aviso para vocês.
Caso contrário colocarei uma foto dele aqui. Uma homenagem póstuma.

É vida que segue!

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Para os coleguinhas jornalistas

Vocês viram a capa do Extra hoje?
Primeiro achei foda.
Depois pensei melhor e perguntei: será que é ético?
Um pouco depois achei válido, mas acho que baixaram muito o nível
(não podia esperar muito, já que o Extra não é um jornal de "Catigoria")
E agora não sei o que pensar.
Poucos, mas especiais leitores,
deêm sua opinião.

P.S.: Para quem não consegue ler.

"Comunicado Importante"

O Senado viveu ontem cenas explícitas de vale-tudo, com troca de agressões entre seguranças e parlamentares, chantagens a senadores e muita vulgaridade. Em respeito aos leitores, o EXTRA não exibirá em sua capa o festival de baixarias. Dará destaque à imagem menos obscena e imoral de todo este escândalo: Mônica Veloso, ex-amante do senador Renan Calheiros, autora das denúncias contra ele, quase pelada.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Atualização



RENAN FOI ABSOLVIDO.


Vou pro samba do Daniel.

"Se eu caio no swing é pra me consolar"

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Música na cabeça


Hoje fiquei com essa música na cabeça o dia inteiro.
E olha que a minha cabeça é grande.
Taí a letra ...


Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você
Além das outras três
Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock
Para as matinês

Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei
A gente era obrigada a ser feliz
E você era a princesa
Que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país
Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião
O seu bicho preferido
Sim, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade
Acho que a gente nem tinha nascido
Agora era fatal
Que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá deste quintal
Era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo
Sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim

João e Maria
Chico Buarque e Sivuca

Por falar em música, Chico Buarque e samba, amanhã (hoje), quarta, dia 12 de setembro, o meu grande amigo Daniel vai dar um show e levar alegria para a multidão que irá no Teatro Odisséia, na Lapa. A festa também terá o grupo Anjos da Lua, que toca sempre no Democráticos.
Baratinho, R$ 10, e de execelente qualidade.
Só não vai quem é ruim da cabeça ou doente do pé.
Como diria ele: "Viva o Zé Pereira"

Dias marcados


Tocou o sinal e algo estranho aconteceu: cadê o professor? Era o que todos perguntavam, até um pouco felizes. Há de se admitir que com 17 anos quase ninguém gosta de estudar (eu pelo menos não). Era aula de inglês e o professor era a pessoa mais figura que eu já tinha conhecido. Olha que conheço cada tipo...

Depois de algum tempo ele aparece correndo e desesperado anuncia: "Um avião se chocou contra as torres gêmeas. Eu ia embarcar amanhã, tenho que resolver algumas coisas. Vocês estão liberados". Todos gritaram (de felicidade, vale ressaltar) e saíram. Eu fui pra casa almoçar, sem ligar a mínima para o que tinha ocorrido. Pra falar a verdade, nem sabia o que eram as tais torres gêmeas. Logo depois fui saber da barbaridade ocorrida. Quem me explicou melhor foi o mesmo professor, que também me dava aula no curso de inglês.

Tá. Você deve estar perguntado porque postar isso hoje? Tão clichê! Está em todos os jornais e sites. Minha estória é tão simples. Existem pessoas que viveram dramas pessoais ou que viram de perto e podem contar com mais propiedade do que esse aluno desmiolado.

Mas para mim esse dia me remete à outras lembranças. O que me vem logo à cabeça é o professor, o João. Embora com proporções diferentes, os atentados e a vida do professor para mim exemplos da ignorância, crueldade e estupidez humana.

Uns anos depois, João também sofreria um atentado, agora um atentado contra sua própria vida. Queimado vivo dentro de um carro, ele foi vítima do preconceito e de pessoas que não tem respeito pelo próximo. Até hoje sua família espera justiça, coisa cada vez mais difícil em nosso país. Este ano o caso de outro João chocou o país. Era João Hélio, arrastado por quilômetros aguarrado no carro roubado por assaltante no Rio de Janeiro.

Quantos Joãos já entraram para a lista da violência, quantas torres já cairam no Brasil. Fico cada vez mais assustado. Assustado também com os movimentos que surgem. Depois do famoso e elitizado "Basta"´, é a hora da classe média alta carioca gritar em outro movimento: "Cansei'. O que me pergunto é: cansaram de quê? De ficar observando sem fazer nada? Ora, ora... eu é que estou cansado de vocês, isso sim.

Hoje outro atentado roubou as manchetes dos jornais. Desta vez contra os ministros que inauguravam um trem na zona portuária carioca. Até aí tudo bem, mas o que revolta é a rapidez das providêncas e a declaração do delegado no Globo on line: os criminosos não sabiam que as autoridades estavam a bordo. Se soubessem não teriam atirado. Cá entre nós, antigamente todos sonhavam em ser astronaustas, famoso, bombeiro, etc ... Pelo que vejo, meus filhos vão ter o sonho de se tornar políticos, só assim estarão protegidos. E bota protegidos nisso, é só olhar o caso do Renan Calheiros. Será que vai ser absolvido? Ele também deve estar cansado coitado. Vale a pena aguardar as cenas do próximo capítulo.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Ainda dá tempo


Algumas dicas (pode confiar)

Não sou muito de exposições. Na verdade, posso contar nos dedos as que eu fui.
Mas ainda bem que posso rever meu conceitos, e ultimamente tenho corrido atrás do tempo perdido.
Correndo literalmente, porque algumas entram e saem da circuito rapidamente.
Sem contar nos horários ...
Quem explica o MAM, que só fica aberto de 12h às 18h? É só pra vagabundo que não trabalha.
Mas como sou meio vagabundo, troquei o meu horário de almoço pela exposição do Grande Sertão Veredas e não me arrependi.
O que vi lá foi um trabalho cuidadoso e muito criativo concebido por Bia Lessa. Os manuscritos, o uso de multimídia e a literatura do mestre Guimarães Rosa. Não vou contar mais para não estragar a surpresa. Vale a pena cada centavo. Quer dizer, vale muito mais, já que o ingresso custa R$5 (inteira). Nem vale entrar com carteirinha falsa, seria muita pão-durice.

Mas você pensa que as surpresas acabam por aí?
Claro que não. Antes de chegar ao terceiro andar, não deixe de conferir a exposição do segundo piso. "Tropicália", narra um pouco da nossa história cultural. A exposição é interativa e confesso pra vocês (poucos e fiéis leitores) que o me atraiu mesmo foi uma grande piscina de bolinhas.
Mas ao olhar mais perto, alguns vinis, álbuns, vestidos, cartazes da época são verdadeiros achados e fazem você voltar ao passado. Na época em que o Caetano fazia músicas boas e falava coisas legais. Na época em que Jor Ben ainda não tinha o Jor e não era tão pop.
Muitas coisas bacanas e também algumas coisas que não fazem sentido algum (pelo menos para mim e dois guerreiros do trabalho que me acompanharam nessa jornada).

Jornada mesmo, porque ainda não acabou.
Escondido atrás da instalação do Sertão Veredas está uma exposição de fotos de Ivan Cardoso.
"Fotoivangrafias" tem figuras engraçadas e inusitadas. Isto na primeira passada de olho, porque o celular começou a tocar. Era do trabalho. Tava na hora dos vagabundos saírem do país das maravilhas e voltar para o tronco.
Mas volto lá e comento depois aqui.
Quem já passou no MAM nesses dias, pode colocar seu comentário, será muito bem-vindo.
E se você ainda não foi, corre, AINDA DÁ TEMPO.

Serviço:
Museu de Arte Moderna
Av. Infante Dom Henrique, 85
Parque do Flamengo - RJ
Ter - Sexta - 12 - 18h
Sáb - Dom - 12 - 19h
R$5